Turminha do barulho

23 maio 2016

mads_190
Desculpaí Mads, não tive a intenção de chocar você.

Sim, senhoras e senhores ponham a mão no chão, eu voltei e voltei para contar a respeito de um dos fim de semanas mais legais (beirando o surreal) que já tive: quando encontrei, ao mesmo tempo, a GG, a Luh e a Taty. Ou como chamamos, o Bandilouca Meeting.
Depois de altos planejamentos, conciliamos agendas (eike meninas ocupadas), alugamos um apartamento pelo Airbnb e rumamos em direção a São Paulo (menos a Luh, porque ela mora lá, dã) em plena sexta-feira 13 (não sou supersticiosa, mas achei válido frisar como coisas boas podem acontecer em um dia como esse). Várias planilhas e listas depois (obra minha, a louca das planilhas, a rainha do planejamento, a viciada em montar roteiros), tínhamos os passeios e transportes definidos.

bmeeting2
Espero que elas me desculpem por ter postado essa foto-zoeira, mas até recortei para não dar para ver muita coisa. rs

A chegada

Nós forasteiras combinamos de chegar aproximadamente no mesmo horário. Mas minha viagem que era pra durar em torno de 4:40, durou cinco fucking horas e meia. Tardei mas não falhei em encontrar as meninas no Terminal Tietê, só faltava pegar um transporte para o apartamento (escolhemos ir de Uber para aproveitar aqueles códigos que dão desconto na primeira viagem).
Teria sido fácil se encontrar o carro não fosse tão difícil. HAHAHAHA Ainda não sei que bug aconteceu que não encontramos o motorista (e vice versa), acho que a culpa é das várias saídas da rodoviária, sei lá. Vários minutos depois, uma caminhada de um lado para o outro (e a Taty exagerada com uma mala de carrinho XD) e mais outro Uber, chegamos ao apartamento. Dormir? Não, assimilar por alguns instantes o que tava con teseno. E aí sim dormir que no dia seguinte a intenção era sair às 8:00 para encontrar a Luh no Ibirapuera.

O caminho das pedras

ibira Primeiro me deixem contextualizá-los sobre a distância entre o apartamento e o Parque Ibirapuera que, segundo o Google, soma mais de 2km (a linha pontilhada azul – a imagem abre maior se clicar, deixei pequena para efeito de diagramação). Que resolvemos percorrer a pé. Coragem? Loucura? Excesso de confiança? Falta de dinheiro para  passagem? Não sei, mas não só fomos como voltamos para a Paulista a pé para almoçar (a linha magenta). Mais o que andamos no Parque – o que deve dar, sei lá, uns 10km.
É, talvez sejamos loucas mesmo. heh

Os feelings

Quando encontrei a GG em 2014, foi algo inesperado que se desenvolveu em uns 10 dias: resolvi que ia pro Lollapalooza, ela me ofereceu abrigo na casa dela e PÁ, eu fui. Foi meio que um choque, tudo era novidade… Mas veio tudo na velocidade de um tapa, entendem?
Dessa vez eu já sabia mais ou menos o que esperar mas, devido à toda a preparação, a expectativa era GIGANTE. Eu finalmente estaria no mesmo recinto que essas meninas depois de 7 anos. Big deal, sabe? Ao mesmo tempo em que a sensação era de Is this the real life? Is this just fanta sea?, o fato de estarmos ali reunidas parecia tão certo, tão meant to be, que era como se nos reuníssemos toda semana para sair e falar abobrinhas. A gente se sentou em um banco do ibirapuera para falar de séries, como dar informação para pessoas, filhos, o uso do X como artigo, se GIF é feminino ou masculino, blogueiras de moda… (Nosso leque de temas é vasto.)


Alô, é do Coachella? Acho que essas moças se perderam daí…

Acho que foi justamente isso que tornou tudo mais inacreditável: a sensação de familiaridade, a proximidade que tivemos muito antes de estarmos perto uma da outra. Como se naquele fim de semana os quilômetros que nos separam fizessem parte da vida de outro grupo de “amigas virtuais”.

Bandidrops

(para ler ouvindo: New Soul (Yael Naim))

  • Não conseguimos abrir totalmente o sofá-cama do apartamento – mas a Taty ainda assim dormiu bem graças a uma gambiarra. E ainda não sei como fazer descer uma persiana horizontal: tive medo de quebrar e deixei elas lá no alto mesmo. ¯\_(ツ)_/¯ Não foi falta de assistir tutorial no youtube, tá?
  • Mas eu entendi o truque de como fazer o chuveiro esquentar.
  • Pão de queijo é meio que a comida de café da manhã curinga de muita gente.
  • Não é porque uma pessoa mora em São Paulo que ela não sente o clima de lá. O nativos também podem sentir frio (Luiza que o diga).
  • Enquanto isso GG e eu (que nasci na Dorne paulista a.k.a. Ribeirão Preto) estávamos de short em uma [suposta] temperatura de 18°C.
  • Os caminhos do Parque Ibirapuera são intermináveis.
  • Existem uns “troncos” no chão que, ao contrário do que pensávamos, não são para sentar mas sim para prender as pernas e fazer abdominais.
  • Nope, nenhuma de nós consegue usar aquilo.
  • Definitivamente não somos de biológicas porque identificar as diferenças de patos, gansos e cisnes pode ser bem confuso. (Mas resolvi pesquisar e aprendi que as aves que sempre vejo aqui perto aparentemente se chamam BIGUÁS – mas minha faceta de Biológicas pode ter falhado novamente.)

20160514-WA0012
Acho que tenho uma nova foto favorita desse encontro.

  • Subir a Av. Brigadeiro Luiz Antônio é bem mais difícil que descer.
  • Idade não significa muita coisa e gente mais xóvem pode se cansar mais fácil. =B (Aproveito para agradecer a minha mãe por sempre ter me levado para a escola a pé. HAHAHAHA)
  • Comer no Spoleto pode ser uma experiência altamente estressante para gente indecisa.

Nos comentários a Luh me lembrou de uma coisa que tenho que comentar. No Spoleto ela e eu escolhemos o mesmo formato de massa: penne. O que fez com que a atendente confundisse nossos pratos por alguns instantes.
Já na mesa eu concluí: “confundiram nossos pratos porque tinham muitos pennes“. hihihiHAHAHAHAHAHAHAHA DSCLP TENHO 8 ANOS.
Voltemos ao post. Obrigada. De nada.

  • Alguns milkshakes são mais grossos que outros.
  • O mundo é um ovo e mesmo em São Paulo você pode encontrar alguém conhecido que nem mora lá.
  • A Casa das Rosas poderia se chamar CASA DOS FLOCOS DE NEVE, porque ô lugar gelado.
  • Não importa se você conheceu um lugar por vídeo, estar lá é sempre uma experiência à parte.
  • Acho que nunca repeti passeio a nenhum shopping de SP e ainda assim não tenho perspectiva de conhecer todos.
  • A criatividade das pessoas é algo impressionante quando o barzinho tá lotado. Você pode ir parar na área para fumantes, você pode mas quando se tem amigos se tem tudo. Menos um pulmão límpido.
  • Gostaria de desejar felicidades ao casal que a gente estava com medo de interromper para pedir cadeiras. Se vocês se casarem gostaria de ser convidada. =B Se não der certo, espero que ao menos naquela noite vocês tenham feito um amorzinho.
  • Problematizar filmes da Disney com os amigos da sua amiga que você também não conhecia é um cenário totalmente possível.
  • A Avenida Paulista é um espetáculo à parte fechada aos domingos.
  • O croissant com requeijão da AJ Pães e Doces da Consolação é bem bom.
  • Livraria da Vila é amor. Eu quero um livro gigante que vi lá sobre arquitetura e arte góticas.
  • A Lush tem muita coisa cheirosa, mas tem um perfume com cheiro igual a Atroveran que não recomendo a ninguém (nem o perfume, nem o remédio).
  • A quantidade de piadas internos desenterradas naquele fim de semana foi too damn high.
  • A Liberdade me pareceu a 25 de março de tanta gente. Porém a ida valeu a pena pelo Marukai (até que deu para comprar umas coisinhas, como molho de pimenta, wasabi e bolachinhas de koala).
  • Falando em lugar cheio, vira e mexe rolava um medo de perder a Taty e a Luh na multidão. GG sempre foi minha irmã (ainda que de brincadeira), e ela compartilhou comigo o senso de responsabilidade pelas duas como se fossem nossas irmãzinhas. XD
  • Aliás, deixamos as irmãzinhas irem sentadas no metrô porque elas estavam mais cansadas. HAHAHA
  • Pela segunda vez quase perdi o ônibus de volta de São Paulo. A cidade deve gostar muito de mim e quer que eu fique mais. =B

Foi difícil retornar para a realidade na segunda-feira em parte pelo cansaço, em parte porque a gente sabia que acordaria cada uma em sua casa, sem a perspectiva de nos encontrarmos mais tarde naquele dia. Agora que a gente bebeu da fonte do Bandilouca Meeting queremos é mais deles!
Ter “acordado” para essa vontade e ficar na saudade desses dois dias poderia ser um problema, mas não é. Estamos ao alcance de um clique, sempre estivemos. Ter a ciência de que foi possível uma vez e agora será possível de novo muito mais facilmente é algo que joga uma luz completamente nova e brilhante para as interações do Bandilouca.
Vejo vocês pessoalmente em breve, minhas amigas. =)
(Enquanto isso vejo a todos vocês virtualmente pela interwebs afora.)

Se eu fosse vocês eu leria os posts da Tatiénne, da Livoneta e da Luizete, outros três pontos de vista incríveis sobre o supracitado encontrinho.


20 músicas

21 abr 2016
Postado por às em Internet, Listas, Música

Vi essa tag rodando os blogs afora e acabei resolvendo postar depois de ver dias desses no blog da Manu. Como meu notebook deu ruim e estou usando o do meu irmão provisoriamente, adiei posts que precisavam de material editado por mim. (Na verdade fiquei chateada com essa história do notebook que espero que se resolva logo, então escolhi escrever um post que não preciso raciocinar demais pra escrever. “Só” escolher. heh)

1. Música favorita

Comecei a me arrepender de fazer esse meme: Já estou repetindo respostas de um post anterior e direi que minha favorita é Hysteria (Muse). Mas acho que não é segredo para ninguém.

2. Música que mais odeia

Não Paro de Beber (Gustavo Lima)
Primeiramente: não vou colocar link para essa música porque… né, não vamos dar audiência. =B
Em segundo lugar: ia falar que ódio era uma palavrinha muito forte, mas colocando minha cabeça para funcionar pensei que existem VÁRIAS musiquinhas que me tiram do meu centro de equilíbrio e me irritam de uma forma que não sei descrever. Como essa, que depois de instantes ouvindo a minha voz interior brada a plenos pulmões “ENTÃO MORRE LOGO PARA EU NUNCA MAIS PRECISAR ESCUTAR ESSA DESGRAÇA”. Eu tenho uma porção de mim que chamo de Miss Hyde e, olha, ô bicho ruim!

3. Música que te deixa triste

Alertem a mídia pois fugimos daquele meu clichê de citar Last Kiss. I promise it’s not goodbye (Chris Cornell) foi inspirada em uma garotinha que morreu de câncer (filha de um fã, com quem Chris co-escreveu a letra). A letra foi escrita do ponto de vista da menina, confortando os pais e o irmão, dizendo que ela sabe que eles sentem saudade mas ela está bem agora e eles não precisam chorar.
Já devo ter dito que meu fraco é morte de cachorro, mas essa história me acertou right in the feels. =(((

4. Música que te lembra alguém

Say you, Say me (Lionel Richie)
Não penso nessa música sem pensar na minha mãe também. Do nada ela solta um “sei iú, sei mí” aleatório e só fica nesse verso. HAHAHA

5. Música que te deixa feliz

New Soul (Yael Naim) é uma musiquinha muuuito good vibes! Existe um conceito de comfort music (como em “comfort food”)? Se sim, essa música é uma delas.

6. Música que te lembra um momento específico

Meu Erro (Paralamas do Sucesso)
Essa música me lembra demais a época da 8ª série como um todo. Mas me lembra especialmente da fita que gravei errado e do crush da época que sabia tocar essa música no violão.

7. Música que você sabe a letra inteira

Please, Please, Please Let Me Get What I Want (The Smiths)
Houve uma época em que eu citaria qualquer uma do Muse (mas, ei, o Muse fez cover dessa), mas depois que eu me percebi cantando as músicas erradas em um show deles (era a emossaum, me dêem um desconto), não falo mais nada. Mas meu repertório de letras é bem vasto, vai de “Ne me quitte pas” e The Calling a É o Tchan e Chiquititas. (E com a música tocando junto eu até me viro

8. Música que te faz dançar

Lonely Boy (The Black Keys)
Comecei “Amigo meme, Patricia dançando? Faz-me rir”. Eu não sou de dançar, mas tem algumas músicas que me fazem ao menos sacudir a cabeça. Minha vontade é dançar feito o carinha do clipe, mas a realidade…

carlton
Eu sou o Carlton.

9. Música que te ajuda a dormir

Francis (Coeur de Pirate)
Não tenho o hábito de ouvir música na hora de dormir, mas as músicas da Coeur de Pirate tem um efeito relaxante sobre mim e acho que funcionariam para me fazer dormir.

10. Música que você gosta em segredo

Wrecking Ball (Miley Cyrus)
Não sou de esconder nem de mostrar minhas preferências musicais por aí (de algumas eu falo, outras não, não é vergonha, é falta de oportunidade de falar a respeito) , mas vou dividir a história que acho que ninguém conhece sobre essa música. Não vou com a cara da Miley Cyrus desde a época da Hanna Montana, sempre achei que ela tinha os trejeitos de uma tonta. Mas depois de escutar essa versão me peguei cantando a música várias vezes. Não é uma música que eu vou ter no meu celular, por exemplo, porque eu tenho que estar MUITO na vibe para escutá-la para não pegar bronca.

11. Música com a qual você se identifica

Salt in the wound (Delta Spirit)
Ou “O hino dos overthinkers”. O eu lírico questiona por que nasceu, por que está aqui, o que ele está tentando provar, o que é certo e o que é errado, o sentido da vida, etc etc. Enfim, aquelas crises existenciais que a gente tem de vez em quando.

12. Música que você cantava e agora odeia

Someone like you (Adele)
Eu gostava da Adele. Bastante. Embora essa fosse uma das minhas músicas “menos preferidas”, eu gostava – até que virou trilha de uma novela (?) e tocava a cada 5 minutos no rádio, de modo que eu enjoei pra valer da música. A cada “Nevermind, I’ll find someone like yoooooooouuuu” eu revirava os olhos.
Acho que tive minha cota de Adele para a vida toda, apesar de achar a voz dela incrível eu não consigo mais escutar nada dela sem perder a paciência.

13. Música do seu disco preferido

How Big, How Blue, How Beautiful (Florence and The Machine)
Acho que não pode repetir música, né? Meu favorito da vida é o Absolution do Muse (álbum onde consta Hysteria, aliás), então vamos falar do álbum favorito dos últimos tempos. Comecei a ver Florence com outros olhos depois dela ter lançado How Big, How Blue, How Beautiful. Conhecia os 2 primeiros cds dela, mas depois desse último é como se tivesse liberado uma travinha no meu cérebro que me faz amar Florence e baixar every fucking track. Como Which Witch está só na versão deluxe do álbum, fico com a música título.

14. Música que você sabe tocar em algum instrumento

Asa Branca (Luiz Gonzaga)
Sei – ou pelo menos sabia – tocar na flauta uma porção de cantigas de roda, músicas natalinas e My Heart Will Go On da Céline Dion (minhas aulas de música coincidiram com o auge de Titanic) mas até hoje lembro de Asa Branca sem precisar olhar a partitura (aliás, acho que nem sei mais ler partitura, heh).
Também lembro de Parabéns para Você, mas não é ~música de verdade~.

15. Música que gostaria de cantar em público

I put a spell on you (Nina Simone)
Gostaria de ser capaz de cantar alguma coisa decentemente, mas se conseguisse cantar “I put a spell on you” como Nina Simone acho que seria capaz de cantar qualquer coisa. Eita vozeirão, viu? <3

16. Música que gosta de ouvir dirigindo

Where does the good go? (Tegan And Sara)
Apesar da minha tentação de responder Highway to Hell e de não dirigir, acho que “Where does the good go?” é uma música boa pra cantar junto enquanto dirige.
(Por causa dessa cena acho que a música deve ser ótima para dançar e soltar a franga. Posso mudar a resposta da pergunta lá de cima? Eu não dirijo mesmo, vou usar a música no momento mais oportuno.¯\_(ツ)_/¯)

17. Música da sua infância

Vou de táxi (Angélica)
Quando eu tinha lá pelos meus 5 anos eu gostava muito dos programas da Xuxa e da Mara Maravilha, mas era das músicas da Angélica que eu me lembro. Inclusive de mais recentes como o tema da série da Fada Bela e até a abertura de Digimon.

18. Música que ninguém imagina que você goste

Becomes the Color (Emily Wells)
Acabei escolhendo essa que única que lembrei que era mais fora da curva do que eu geralmente gosto. Ela tem uma pegada hip hop (embora não o seja totalmente), que não é um dos meus ritmos favoritos.
Mas me ajudem: que música eu não pareço gostar? rs Às vezes para mim pode parecer óbvio que eu goste de uma música X, mas para quem está de fora pode ser que não, vai saber.

19. Música que você quer que toque no seu casamento

Sou da época que música que toca em casamento era a Marcha Nupcial. heh
Nunca parei para pensar nisso de verdade (alô, nem pretendente eu tenho), já cogitei Unitended (do Muse, claro) porque acho bonita, mas acho que a letra não tem nada a ver (já que fala de um cara que está com alguém e pensa que ela nunca será como a ex).
Pensando aqui escolhi Dream A Little Dream Of Me (Ella Fitzgerald e Louis Armstrong), acho uma música bonita, romântica e não tem ninguém pensando em ex. Um aviso ao meu futuro marido (se é que vou ter um e ele vai ler isso um dia): prometo que quando for pra valer eu escolho com mais cuidado e sem pressa, tá? =B

20. Música que você quer que toque no seu funeral

Cêis já pararam para pensar mesmo em uma trilha para morrer? Olha, já pensei que quero doar todos os órgãos aproveitáveis, que tenho preferência por ser cremada… Mas escolher música?
Enfim, elegi Lean (The National) porque… a música diz “dying is easy” e esse meme é muito comprido e estou cansada de inventar motivos. Peço perdão pela justificativa. =B

Sinta-se todos indicados os que ainda não responderam.
Aguardem novidades sobre meu notebook e que a força esteja com vocês.